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👥 HR & RECRUTAMENTO

Como estruturar RH e recrutamento que de fato geram dinheiro

Em media-buying de influência o produto final é a própria equipe: o tráfego é replicável, quem segura talento é o time, a estrutura e a marca. Esta aula mostra como o RH transforma o time num produto que retém gente — e que traz dinheiro.

⏱️ ~1h29🗓️ jan/2026🖼️ 55 slides🎤 palestrasem tarefa
🎯 Ensinamentos-chave

O essencial em 12 pontosA leitura rápida. O detalhamento de cada bloco vem logo abaixo, em "Conteúdo completo".

O produto final do negócio é a própria equipe. Em tráfego/media-buying não existe produto único — o tráfego é replicável e qualquer um o reproduz em outra equipe. Por isso a única coisa que retém pessoas é o time, a marca e a estrutura. O RH existe para transformar o time num produto que segura gente.
RH é a posição que mais traz dinheiro, não "biscoitos e PlayStation". A função real do RH é selecionar os melhores, fazer os melhores ficarem ainda melhores, e cortar rápido (sem prejuízo) quem deixou de performar. RH é sobre dinheiro: traz o buyer, sistematiza processos para escalar e mantém reserva de pessoal para otimizar a folha em crise.
O dono (owner) precisa ser o primeiro especialista em contratação. O maior erro de gestor é achar que "contratar não é comigo". O RH busca e executa, mas a visão, os valores da empresa e a palavra final sobre integrar ou não o candidato vêm do dono. Avaliação de soft skills cabe ao RH; hard skills e valores ficam com o gestor.
Sintomas de RH fraco: fome crônica de pessoal; estágios/treinamentos inexistentes ou jogados nas costas do gestor (o líder para de operar para treinar); má comunicação entre departamentos e entre líderes e liderados; falta de analítica de clima; e processos não descritos — "não se pode executar o que não está descrito", ainda mais em time remoto.
Defina o funil completo que todo colaborador percorre: resposta ao currículo, entrevista (eventual pré-entrevista), tarefa-teste, entrevista final, estágio (com academia corporativa), período de teste (1 a 3 meses) e período de adaptação (~6 meses). Um colaborador realmente performático só se confirma 4 a 6 meses após a primeira entrevista — por isso é preciso reserva de pessoal e planejamento de tempo.
Use múltiplas fontes de captação, cada uma com seu perfil. LinkedIn (forte para mercado ucraniano, buyers e posições estruturais/C-level), conferências, sistema de indicação (só libera para quem tem 3+ meses de casa e com quem há conexão), anúncios em canais e blogs pessoais (não em chats de vaga), mídia própria, agências de recrutamento (reserva rápida "paga"/fee), quadros de vagas para perfis "white", e "rastreio de chats" — recrutador especializado que observa chats e marca talentos na reserva.
Vá buscar talento em mercados adjacentes "white" (IT, infoprodutos, EdTech). Os perfis escassos são toda a área de sales, ROPs (gestores de vendas), roteiristas, produtores e atores. Vantagem do mercado white: dá para ver histórico real e estável, a pessoa se identifica como vendedor de verdade (reduz rotatividade), a amostra é enorme e custa muito menos. Eles decidiram nunca mais contratar sales do próprio mercado.
Salário fora do mercado é uma vantagem enorme. Um ROP de alto nível custa ~5k USD no mercado nicho; contratando de mercado adjacente dá para pegar gente forte por 2,5k–3k (já contrataram bom ROP por ~2.700 que virou head of sales). Retention managers estáveis trabalham por ~800–1.000. Contratação errada custa de 8 a 12 salários anuais em prejuízo — não em folha, em prejuízo.
A academia corporativa é o coração do estágio e funciona como funil de seleção. Etapa zero (onboarding): a pessoa estuda empresa, arquivo de cargo, deveres, alçadas (alçada = o que faço sem aprovação; dever = com aprovação), regulamentos, roadmap e motivação, e faz prova. Depois 5 etapas: contexto da vertical/GEO/cliente; tecnologia de trabalho (scripts, funis); particularidades técnicas (CRM, ferramentas); interação com infraestrutura e time; e definição de metas.
Prazos rígidos em cada etapa filtram indisciplinados. Atrasar duas vezes a entrega de um teste/arquivo, ainda que por 5 minutos, elimina o candidato — isso reduziu drasticamente os "preguiçosos" em vendas. Após cada etapa há testes (LMS, vídeo, entrevista com RH ou com gestor). Tipicamente ~50% cai já na fase de academia, o que é saudável.
Construa base de dados e diário de eventos. Cada posição (inclusive buyers) registra semanalmente hipóteses que funcionaram, que não funcionaram e cases. RH (e agora também IA) estrutura tudo por cohort de temas. Resolve o problema do buyer que sai e leva todo o conhecimento — agora fica o ativo: hipóteses, experiência e cases viram analítica, academias e adaptação mais rápida.
Regulamente e descreva todos os processos. Não se pode escalar, otimizar, analisar, lembrar nem cobrar o que não está descrito. Regulamentos mínimos: descrições de cargo, reuniões/planning, planejamento estratégico-tático-operacional, jornada de trabalho, segurança/acessos à base de dados, reporting por setor, sanções disciplinares, documentos de RH e fundeamento. Regulamentos não salvam contratação errada, mas sem eles o contratado certo não consegue trabalhar.
📖 Conteúdo completo

O detalhamento, bloco a bloco

1Por que a equipe é o produto final

O palestrante (líder da holding) abre situando o negócio: em media-buying de influência não existe produto final tangível; produz-se tráfego, que é replicável. Logo, o que retém talento é a própria equipe, a estrutura e a marca — e é isso que o RH (recursos humanos) precisa construir.

Ele aponta três dores estruturais do nicho: alta dependência de perfis específicos (ROPs (chefes de vendas), roteiristas, produtores de funil, bons sales); folhas de pagamento infladas (relata um RH que pedia 1.000 USD subindo a 2.500 para virar HRD (diretor de RH), enquanto um HRD de uma empresa de TI amiga ganhava ~5.000 com bônus); e mercado de departamentos de infraestrutura muito restrito. A conclusão é uma decisão firme, tomada anos atrás: nunca mais contratar sales do próprio mercado.

2O que o RH realmente faz (e por que é sobre dinheiro)

As funções do RH na empresa: seleção e contratação, fixação de metas e missão, estratégia de RH, descrições de cargo, onboarding e estágio, formação de reserva de pessoal, redação de regulamentos, analítica de RH, papel de "indicador de humor do coletivo", desenvolvimento da marca empregadora, manutenção de clima saudável e otimização da comunicação entre áreas.

Mas tudo isso deve, no fim, gerar dinheiro: o RH é o que traz o buyer, sistematiza processos para escalar e cria reserva para otimizar a folha em crise. O palestrante distingue ainda motivação (o sistema de cálculo que troca produto por dinheiro) de "moral de combate" (o quanto a atmosfera do time favorece o desenvolvimento).

3Sintomas de RH fraco e o erro central do gestor

  • Fome crônica de pessoal
  • Treinamento jogado nas costas do gestor (o líder para de operar para treinar)
  • Má comunicação entre setores e entre líderes e liderados
  • Falta de analítica de clima
  • Processos não descritos — "não se pode executar o que não está descrito"

E crava qual é o erro central: o gestor delegar a contratação. O owner tem de ser o primeiro especialista em hiring, porque o RH herda dele a visão, os valores e a palavra final sobre integrar ou não cada candidato.

4O funil que todo colaborador percorre

Resposta ao currículo, entrevista (com pré-entrevista eventual), tarefa-teste, entrevista final, estágio com academia, período de teste de 1 a 3 meses e período de adaptação de ~6 meses. Um colaborador realmente performático só se confirma 4 a 6 meses após a primeira entrevista — daí a necessidade de reserva de pessoal e de planejar o tempo.

5Fontes de captação por perfil

  • LinkedIn — mercado ucraniano, buyers e posições estruturais/C-level, time técnico e de RH inteiro
  • Conferências
  • Sistema de indicação — liberado só a quem tem 3+ meses de casa e com conexão confirmada; quem indica vira "buddy" de adaptação
  • Anúncios em canais e blogs pessoais (não em chats de vaga) — funcionou bem para captar buyers
  • Mídia própria — trouxe muito retorno
  • Agências de recrutamento como reserva rápida paga (fee), boas para perfis técnicos — bizdev, recrutadores, HRs
  • Quadros de vagas para perfis white (ROPs, vendedores)
  • Busca offline de atores em universidades internacionais com posterior realocação
  • "Rastreio de chats" por recrutadores especializados que marcam talentos na reserva

Para C-level: LinkedIn, mídia própria, agências, crescimento interno, conferências e embaixadores do mercado.

6O que realmente atrai talento (a UTP)

Sobre a "proposta única de trabalho" (UTP), o palestrante corrige o senso comum: buyers fortes não vêm por narguilé nem por percentual. Vêm por:

  • Bizdev forte — boas ofertas/deals
  • Roadmap de carreira — que se apoia numa estrutura organizacional bem feita, pois muitos líderes saem de times caóticos onde acumulam funções demais
  • Honestidade, justiça e transparência — pagar o combinado, a pessoa saber para onde vai
  • Investimento em desenvolvimento — academia corporativa (decisivo para bizdevs, HRs e recrutadores)
  • Pagamento no mercado e em dia
  • Marca e prestígio

Trata ainda do caso dos atores: estudantes, locais ou realocados passam por casting de três etapas, ficam sob contrato (mais como pressão psicológica do que execução real, dada a dificuldade de processar alguém fora do país) e são pagos mensalmente com deadlines e KPIs.

7A tese central: ir aos mercados adjacentes "white"

A tese do dia é buscar em mercados adjacentes white (IT, infoprodutos, EdTech) para suprir as posições escassas — todo o setor de sales, ROPs, produção, roteiristas, produtores. Vantagens: histórico real e estável, pessoas que se identificam como vendedores (menos rotatividade), amostra muito maior e custo bem menor.

O problema de treinar gente de fora do nicho em massa se resolve com a academia corporativa, que cumpre treinar, estagiar, adaptar e testar sem sobrecarregar o gestor operacional.

8A academia corporativa como funil de seleção

A academia tem uma etapa zero de onboarding (estudo da empresa, arquivo de cargo, alçadas vs. deveres, regulamentos, roadmap, motivação + prova) e cinco etapas:

  • 1 · Contexto da vertical, GEO e cliente
  • 2 · Tecnologia de trabalho — scripts e funis
  • 3 · Particularidades técnicas e CRM (sistema de gestão de relacionamento com o cliente)
  • 4 · Interação com infraestrutura e time
  • 5 · Definição de metas

Cada etapa tem deadlines estritos — dois atrasos eliminam o candidato — e testes em formatos variados (LMS (plataforma de ensino online), vídeo, entrevista com RH ou gestor). Cerca de 50% cai na academia, o que é tido como saudável. Quem passa recebe KPIs do gestor junto com o RH para cada janela (2 semanas, 1 mês, 3 meses, 6 meses).

9Como criar a academia e os "lifehacks"

Para criar a academia: coletar e descrever todos os processos, regulamentos, descrições de cargo, produto e sistema de motivação; só então desenhar a arquitetura e o material, produzido pelo RH com participação indireta do gestor e, em empresas grandes, de um treinador.

Os lifehacks: base de dados e diário de eventos (cada posição registra hipóteses que deram certo/errado e cases semanais, hoje estruturados também por IA, eliminando a perda de conhecimento quando um buyer sai e virando insumo de analítica e academias); e o uso de treinadores dedicados para aliviar o gestor em fluxos grandes.

10O ROI de contratar bem (e o custo de errar)

O palestrante fecha quantificando o retorno: contratação errada chega a custar mais que um salário anual; demissão errada custa de centenas a milhares de dólares; não treinar significa pagar para o funcionário aprender errando; e profissionais qualificados de mercado white custam metade ou menos e adaptam mais rápido.

Somando, fala em economia/ganho "condicional" de 100 mil até 1,5 milhão de dólares e na diferença entre times que faturam 500–700 mil/mês e os que passam de 1 milhão.

11Encerramento e bônus

A parte final (cerca de um terço) é pitch comercial da consultoria deles — os programas "CLV workshop" e "Influence Workshop", com quatro módulos (estrutura organizacional, RH e recrutamento, sistema de gestão e habilidades pessoais do gestor) e entrega de templates, base de dados e comunidade. Encerra com bônus de checklists de red flags em entrevista e de fatores que minam a moral do time.

📖 SIGLAS
RHrecursos humanos (HR) HRDdiretor de RH HRBPRH parceiro de negócio ROPchefe de vendas (lidera 1 departamento por vertical) UTPproposta única de trabalho (o que atrai o talento) CRMsistema de gestão de relacionamento com o cliente LMSplataforma de ensino online (testes/cursos) KPIindicador-chave de desempenho GEOregião/país-alvo da operação bizdevbusiness development (biz-dev / affiliate) buyermedia-buyer (comprador de tráfego) USDdólar americano
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