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🚀 ESTRUTURA · 500 FD/DIA

Como montar a estrutura de um time de influência para 500+ primeiros depósitos por dia

A arquitetura organizacional completa de uma equipe de influence affiliate marketing em verticais financeiras (gaming, opções binárias, betting): os seis blocos, recrutamento fora da nicho, remuneração por KPI e o caso real de um time que saltou de 150 para 500+ FD/dia.

⏱️ ~36min🗓️ fev/2024🖼️ 27 slides🎤 palestrasem tarefa
🎯 Ensinamentos-chave

O essencialA leitura rápida. O detalhamento de cada bloco vem logo abaixo, em "Conteúdo completo".

Influence não é aplicativo — é uma estrutura muito mais complexa que o buying clássico. Além de comprar tráfego e otimizar campanhas, você opera produção de conteúdo, streams, funis, vendas, controle de qualidade de tráfego e sistemas de push. O gargalo da maioria dos times não é o processo isolado de buying (compra de mídia), e sim a ausência de estrutura e gestão integrando todos esses departamentos.
O recrutamento acontece fora da nicho de afiliados — você contrata atores, SMM (social media) e vendedores sem experiência prévia em iGaming. Isso obriga a empresa a ter sistemas próprios de onboarding, integração e adaptação para treinar do zero.
A estrutura completa tem seis blocos: Buying, RH/Recrutamento, Conteúdo/Produção, Vendas ("6 Stories"), BizDev/Affiliate e o HR analítico. Cada bloco se subdivide: o Buying em "Observação e Analítica" + "Compra de Tráfego"; as Vendas em Sales, Retenção e Scriptólogos (roteiristas de script); RH em recrutamento operacional e HR de métricas.
O departamento de Observação e Analítica monitora o blogueiro por pelo menos duas semanas antes de qualquer negociação. Esses 6 a 8 profissionais encontram o influenciador conforme o público da oferta e o observam: quantidade e qualidade das integrações, horário de publicação por GEO (país/região), resultados de integrações anteriores e se a marca já apareceu naquele blogueiro (para evitar multicontas). Só depois o aprovado passa para o time de compra.
O departamento de Compra de Tráfego fecha e acompanha o deal, testa criativos e cria o plano de escala. O perfil ideal são pessoas com experiência em influence marketing ou, alternativamente, compradores de infoproduto — pois o infonegócio (especialmente funis de cripto) tem a mesma proposta de "ganhar dinheiro" e os mesmos GEOs.
Contrate locais para trabalhar com locais. Representantes de agências de publicidade locais, com base própria de blogueiros e experiência nos GEOs de operação, abrem acesso a relacionamentos e conhecimento de mercado que afiliados internacionais não têm. A regra repetida é "locais com locais".
A remuneração é desenhada para que o KPI (indicador de desempenho) dinâmico seja a maior fatia do salário, não a base fixa. Em quase todas as posições a base fixa é só uma unidade de referência (às vezes 1,1 a 1,5 do total); o restante vem de prêmio variável que pode chegar a x2, x3 e múltiplos da base. Para retenção, dois terços do salário vêm de performance.
Atores passam por casting em três etapas: "dia de influenciador", stream e teste em pequenos orçamentos. Buscam-se bilíngues (estudantes de universidades internacionais) ou locais para relocate, idealmente com formação de ator, entre 25 e 35 anos. O teste de baixo orçamento existe porque um ator pode ser ótimo executor e ainda assim não "engatar" com o público por fisionomia.
O roteirista é a posição mais crítica do bloco de produção. Ele cria o plano de conteúdo, a estratégia de content-marketing, modera os criativos, trabalha o personagem do ator e produz os treinamentos. Por isso seu KPI pode chegar a x5 ou x7 da base. Perfis ideais vêm do infonegócio.
As vendas são 100% nativas — nenhum tráfego "esquema", nenhuma promessa de vitória ou hack. O bloco de Sales ("6 Stories") trabalha apenas funis nativos que deixam o lead jogar muito, permanecer no funil e gerar lucro ao produto. Mais ecológico e sustentável para o lead, o produto e a imagem de mídia.
Vendedores entram com no mínimo 6 meses de experiência em vendas e passam por treinamento intensivo com deadlines rígidos. Vender desgasta e gera burnout, então nunca se contrata sem experiência prévia. O treinamento de 1 a 2 semanas recria condições reais de combate (scripts, mentalidade do GEO, produto), com testes por módulo e exame final com o ROP (chefe de vendas). Deadlines apertados filtram cedo os indisciplinados.
Estrutura e gestão são o "tumor fatal" da maioria dos times — e a prova foi um caso real do fórum. Uma equipe de 70 pessoas travava em 150-200 FD (primeiro depósito)/dia e perdia rentabilidade ao escalar. Após reconstruir produção, base de conhecimento, sistema de dividendos, recrutamento de atores, CRM, motivação progressiva e BizDev, o time saltou para 500-600 FD/dia com apenas 45-50 pessoas.
📖 Conteúdo completo

O detalhamento, bloco a bloco

1Influence não é aplicativo (a tese central)

A palestra desloca o foco do buying técnico para o management e a arquitetura organizacional de um time de influence affiliate marketing voltado a verticais financeiras (gaming, opções binárias, betting). A tese: influence não se compara a operar aplicativos (o buying clássico) — trata-se de construir uma empresa de mídia que gera caixa de forma gerenciável, regulável e previsível, com métricas claras, alavancas de rentabilidade e baixo risco.

Além do buying, surgem novos departamentos de geração de caixa: vendas e marketing de conteúdo. É preciso cuidar do RH e do recrutamento fora da nicho, controlar (muitas vezes remotamente) bem mais departamentos, treinar especialistas de fora nas especificidades da nicho e manter a rentabilidade (não confundir com ROI) e a organização durante a escala. O owner e o top-management devem ter como expertise fundamental construir essa estrutura — e só depois delegar a execução a um C-Level especializado em conteúdo, buying ou vendas.

2Os seis blocos da estrutura

A operação se divide em seis grandes blocos, cada um subdividido:

  • Buying — Observação e Analítica + Compra de Tráfego
  • RH / Recrutamento — recrutamento operacional + departamento de integração (o HR propriamente dito)
  • Conteúdo / Produção — atores, copywriters, SMM, roteiristas, editores e montadores de reels
  • Vendas ("6 Stories") — Sales, Retenção e Scriptólogos
  • BizDev / Affiliate — parceiros e anunciantes
  • HR analítico — métricas de eficiência da empresa inteira e desenho de motivação

Essa arquitetura é o que torna o negócio gerenciável, regulável e previsível.

3Buying — Observação e Analítica

No momento, 6 pessoas. Dedicam-se à busca de blogueiros para o projeto, à análise inicial e à análise do público-alvo. Em seguida, ao longo de duas semanas a um mês, observam o blogueiro e suas integrações, analisando pelos critérios definidos: quantidade e qualidade das integrações, horário de publicação por GEO, resultados de integrações de gaming anteriores e se a marca já apareceu naquele blogueiro (para evitar multicontas). Depois fazem o primeiro contato e repassam o aprovado ao departamento de compra de tráfego.

4Buying — Compra de Tráfego

Dedicam-se diretamente ao fechamento e acompanhamento do negócio, desenvolvem e testam as abordagens publicitárias (criativos) e montam a estratégia do projeto e o plano de escalonamento com base nos dados recebidos do departamento de Sales — depois devolvem os dados ao time de análise.

O perfil ideal: pessoas com experiência em influence marketing; alternativamente, compradores de mídia de infoproduto (o infonegócio, sobretudo funis de cripto, tem a mesma proposta de "ganhar dinheiro" e os mesmos GEOs); e representantes de agências, especialmente locais. Todos recebem fixo + prêmio dinâmico por KPI.

5Produção — atores e o casting

Os atores são buscados localmente no GEO para relocação, ou no GEO de origem (bilíngues, geralmente estudantes de universidades internacionais). O diferencial é ter formação em atuação; idade entre 25 e 35 anos, bem cuidados. Passam por casting em três etapas: "dia do influenciador", stream e, por fim, testes em orçamentos pequenos. Esse teste de baixo orçamento existe porque um ator pode ser ótimo executor e mesmo assim não "engatar" com o público por fisionomia — só os funis que preservam ROI e rentabilidade aprovam.

Fecha-se contrato (na maioria dos casos, de 3 a 6 meses), gravando conteúdo com 2 a 3 meses de antecedência. Salário: fixo, mais moradia (opcional) e prêmio por KPI.

6Produção — o roteirista (a posição mais crítica)

O roteirista é a posição mais responsável do bloco. Desenvolve o plano de conteúdo e a estratégia de content-marketing, modera as abordagens publicitárias, participa do desenvolvimento da estratégia de promoção, elabora a imagem/personagem do ator e cria o treinamento da equipe. Por tudo isso, seu KPI pode chegar a x5 ou x7 da base, e faz sentido colocá-lo em equity. Perfis ideais vêm do infonegócio (ex-produtores e profissionais de agências de influence). A seleção/adaptação leva de 2 a 3 meses, mais cerca de um mês de treinamento na nicho — e por isso o time precisa de uma base de conhecimento que torne o roteirista uma posição substituível.

7Vendas — "6 Stories", 100% nativas

O bloco de vendas (chamado internamente "6 Stories", em referência ao elemento de venda nos stories de influenciadores) trabalha apenas funis nativos — nenhum tráfego "esquema", nenhuma promessa de vitória ou hack. A ideia é deixar o lead jogar muito, permanecer no funil e gerar lucro ao produto: mais ecológico e sustentável para o lead, o produto e a imagem de mídia. Subdivide-se em:

  • Sales (primeiras vendas) — tratam o tráfego de entrada e a primeira venda. Os gerentes precisam dominar produto, valores e público; preferencialmente locais, ou que entendam a mentalidade do GEO. Recebem fixo mínimo + KPI por cada depósito / % do depósito.
  • Retention (vendas recorrentes) — acompanham e estimulam vendas repetidas. Crescem do Sales (mínimo 3 meses). Recebem fixo mínimo + KPI por depósitos recorrentes e tempo de atividade do jogador. Dois terços do salário vêm de performance.
  • Scriptólogo — desenvolve os scripts de vendas junto com o roteirista (diretor criativo do projeto), otimiza por etapa do funil e ajuda no treinamento. Primeiro experiência em vendas, depois na vertical, depois no GEO; um mês de treinamento + período de teste; está em equity.

8Vendas — recrutamento e treinamento

Contratam-se locais ou bilíngues, sempre com experiência prévia em vendas (vender desgasta e gera burnout, então nunca se contrata do zero). São adequados ex-funcionários de call center, varejo, TI, setor de serviços e infoprodutos. O treinamento de 1 a 2 semanas recria condições reais de combate — scripts, mentalidade do GEO, conhecimento de produto — com teste após cada módulo e exame final individual com o ROP. Deadlines apertados de 6h/dia filtram cedo os indisciplinados e incompetentes. É necessário um sistema especial de controle (CRM).

9BizDev / Affiliate — "locais com locais"

O departamento busca novos parceiros, mantém a comunicação com os atuais, fecha negócios e representa a direção em conferências. A sacada: procure anunciantes locais e mande-os como scouts para fóruns de blogueiros no GEO. No âmbito do influence, também buscam agentes/prestadores locais. A regra é contratar ex-funcionários locais de anunciantes da região — "locais com locais".

10RH e recrutamento — o HR analítico

O RH se divide em recrutamento operacional (busca por briefing técnico, acompanhamento do onboarding, redução da carga sobre os heads) e um HR analítico que coleta análises atualizadas em todos os departamentos por métricas, repassa relatórios e desenha sistemas de motivação. Tradutores entram via outsourcing. Como atores, vendedores e roteiristas raramente vêm do iGaming, a empresa precisa de sistemas próprios de onboarding, casting e treinamento — esse é o eixo que sustenta o "recrutamento fora da nicho".

11Remuneração: KPI > base fixa

Em quase todas as posições, a base fixa é apenas uma unidade de referência — às vezes só 1,1 a 1,5 do total. O restante vem de prêmio variável de KPI que pode chegar a x2, x3 e múltiplos da base (x5–x7 para o roteirista). Na retenção, dois terços do salário vêm de performance. Isso atrela o pagamento à eficiência real e regula a rentabilidade ao longo da escala.

12O caso real do fórum: de 150 para 500+ FD/dia

O fechamento usa um caso concreto do fórum de consultoria. Um time de 70 pessoas (gaming/betting via Facebook) estava estagnado em 150-200 FD/dia, perdia rentabilidade ao escalar e tinha problemas de caps. Foi reconstruído seguindo o modelo: nova produção, base de conhecimento digitalizada, sistema de dividendos, funil de recrutamento de atores, CRM, sistema de relatórios, motivação progressiva por departamento e um BizDev totalmente refeito.

Resultado: 500-600 FD/dia com um quadro enxugado para 45-50 pessoas (mais da metade foi demitida e reconstruída), com a qualidade do tráfego subindo de 22% para 28-30%. A conclusão: a estrutura geral pesa mais na escala e na lucratividade do que qualquer processo isolado — processos bem feitos sem estrutura apenas geram problemas que se traduzem em ausência de rentabilidade e escalabilidade.

O diferencial do holding: ter, sob o mesmo teto, uma agência de influence e uma equipe própria de operação — combinação que sustenta os sistemas de recrutamento e treinamento mútuo, verificação e segurança apresentados ao final.
📖 SIGLAS
FD / RDprimeiro depósito / depósito repetido SMMsocial media (gestão de redes sociais) GEOpaís/região de operação ROPchefe de vendas (líder do departamento de sales) KPIindicador de desempenho (prêmio variável) ROIretorno sobre o investimento Buyingcompra de mídia/tráfego 6 Storiesnome interno do bloco de vendas (venda em stories) Scriptólogoroteirista de scripts de venda Castingseleção de atores em etapas BizDevdesenvolvimento de negócios / Affiliate CRMsistema de gestão de relacionamento/vendas Equityparticipação societária (opção)
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