CLW.4 · Gestão de Equipe (Mercado CIS)

Aula 2 — Processos de RH

Transcrição completa, revisada e traduzida para o português · aula introdutória sobre o ciclo de RH

🎓 Curso de gestão CIS ⏱️ Aula 2 de 27 🗣️ Voz do instrutor (1ª pessoa)

1O que são os processos de RH

Aula introdutória: a visão panorâmica de todo o ciclo, do sourcing à analytics.

Olá a todos! Hoje temos um vídeo novo, uma aula nova, onde vamos falar sobre processos de RH. Esta é uma aula introdutória — vou explicar de forma resumida o que são esses processos e ao que eles se conectam.

Os processos de RH são, na prática, um espectro inteiro de processos. Eles incluem:

  1. Sourcing — a busca de candidatos;
  2. Recrutamento — a contratação dos funcionários;
  3. Onboarding — treinamento, testes, qualificação e adaptação;
  4. Aumento de eficiência — do funcionário e do coletivo, depois que ele já está qualificado;
  5. Analytics transversal (ponta a ponta) e por aí vai.

Hoje vamos começar justamente pelos chamados processos de onboarding.

↑ Sumário

2Onboarding: o que é e por que existe

Onboarding é o processo de teste e adaptação do funcionário. Na prática, é o que a gente chama de treinamento inicial: você treina o funcionário, ao mesmo tempo o testa, e também o integra à infraestrutura, ao coletivo e às condições em que ele vai trabalhar.

Para que servem os onboardings? Em primeiro lugar, para contratar com eficiência e escalar rápido. Sem um bom onboarding fica muito difícil testar os funcionários de forma objetiva.

Quando você faz o onboarding direito, o funcionário passa por um treinamento, e em cima dele você monta os KPIs iniciais que ele precisa bater. É por esses KPIs que você determina quão bom ele é e quanto ele se encaixa no avatar para o qual você o contratou.

Quando não existe onboarding, fica muito difícil avaliar o funcionário com objetividade — porque não há checkpoints de qualificação. Aí qualquer coisa vira desculpa: "ele não sabia", "não ensinaram", "não explicaram". A objetividade do seu teste, principalmente das hard skills, despenca.

Por isso o onboarding é necessário. Ele inclui treinamento inicial (treinamento) + teste. O treinamento serve para fechar todos os pontos em que o funcionário precisa esticar ou adaptar a expertise dele à posição. E quando você fecha todas as "rotas de fuga" — falta de conhecimento, de experiência ou de informação — você consegue testar as skills dele com precisão.

Além disso, dentro do onboarding você constrói checkpoints: testes do próprio treinamento, tarefas práticas depois de cada bloco. Resolvendo essas tarefas, você já enxerga logo de cara a disciplina, a pontualidade e a capacidade de simplesmente ouvir e executar ações algorítmicas. E, no meio do processo, o funcionário vai se integrando ao coletivo — o que te deixa observar também as soft skills dele.

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3Por que o onboarding importa tanto

Onboardings como estruturas regulamentadas (sistemas com regras) existem para desafogar o gestor. Sem isso, tudo fica demorado e complicado.

Para posições típicas, lineares, a gente monta sistemas de onboarding — regulamentos pelos quais a pessoa estagia. Dentro podem entrar vídeo-aulas, vídeo-testes, intensivos: na prática, uma academia corporativa interna onde a pessoa aprende as habilidades e os regulamentos que vai usar no trabalho. Ela estuda as próprias atribuições, os regulamentos operacionais, e por aí vai.

Isso pode ser uma plataforma LMS, um Notion, uma base de dados com os regulamentos. Lá ela tem vídeo-instruções de CRM, do task manager, dos relatórios — e ainda passa por um teste aplicado pelo RH.

Se tudo isso for feito manualmente pelo gestor ou pelo recrutador, individualmente, a eficiência do onboarding cai na hora — e o custo de cada funcionário sobe muito.
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4O custo de recrutamento de um funcionário

Pensa no funil. Você contrata — quer dizer, entrevista — digamos 30 pessoas. Dessas 30 entrevistadas, você integra, por exemplo, 5 ao onboarding (um bom funil). Dessas 5, chegam ao fim do onboarding umas 4. E dessas, viram funcionários exemplares ou "estrelas" (os "funcionários exemplares") só umas 2.

Ou seja: você entrevistou 30 pessoas e, depois de meio ano de trabalho, integração e adaptação, te sobram 2 que mostram resultado de topo.

Métrica: custo de recrutamento do funcionário. É o tempo total que a empresa gastou para contratar a pessoa, integrá-la, treiná-la e fazê-la "se revelar". E é o tempo somado de todo o funil — inclusive das pessoas que acabaram caindo no caminho.

Quando você faz o onboarding de cada funcionário na mão, sem otimização, automação ou sistematização — quando são os seus heads junto com os recrutadores fazendo tudo manualmente (treinar, qualificar, responder perguntas o tempo todo) — isso leva muito tempo e deixa o funcionário muito mais caro.

Agora, se você pluga esses funcionários numa academia, em testes e em bases de regulamento que eles estudam e cujos testes entregam ao seu RH, eles ficam significativamente mais baratos — porque o head gasta muito menos tempo com eles. E esse tempo o head reinveste em outros processos. A hora daquele funcionário fica mais rentável.

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5Sistematizar o onboarding (ou viver no caos)

Sem processos regulamentados você não consegue escalar e testar rápido. Vou dar um exemplo com vendas.

Imagina que você fecha leads no seu funil de vendas, mas não tem scripts — cada vendedor faz tudo "no feeling". Sem script: 1) a conversa fica mais longa; 2) a qualidade cai; 3) você não consegue otimizar nada, porque cada um faz do seu jeito.

No onboarding é a mesma coisa. Se você não tem onboardings sistêmicos — base LMS, bases de regulamento, planos escritos — então cada novo onboarding é parcialmente "improvisado" pelo head. Ele até pode ter um plano, mas toda vez vai fazer diferente, falar coisas diferentes, responder às mesmas perguntas de novo e de novo. Resultado: o funcionário fica mais caro e a eficiência do trabalho cai.

E você não consegue dizer com precisão onde está o problema. Por exemplo: uma leva de funcionários foi bem onboardada e rendeu; outra leva foi mal e deu problema — gente saiu, gente queimou (burnout), gente não rendeu. Por quê? Pode ser que você selecionou as pessoas erradas. Ou pode ser que naquela vez o onboarding foi bom e nessa vez o head tinha menos tempo, fez tudo atropelado, as pessoas se perderam, o head ficou irritado, tratou mal a galera — um saiu logo, outro se desmotivou, um terceiro não foi bem treinado e não se revelou.

Com tantas variáveis humanas, você não consegue analisar o funil de contratação por checkpoints. Nos times de arbitragem isso é uma dor enorme.

Recomendação: escreva um modelo de onboarding, padronize, ensine o seu RH a aplicá-lo, use planos de onboarding repetíveis (com alguma personalização por funcionário). Assim você reduz o número de variáveis. Se o onboarding é padronizado e bom, e mesmo assim deu ruim, você pode descartar o onboarding como causa e investigar o recrutamento ou o setor.

Outra coisa: quando o head gasta o tempo pessoal dele com cada onboarding, existe um teto. Ele não consegue onboardar 20 pessoas — ou, se conseguir, vai ser de péssima qualidade. Por isso é tão importante automatizar: gravar o treinamento uma vez e deixar as pessoas assistirem economiza muito tempo e deixa o produto mais rentável.

O outro lado, a doença dos times sem onboarding: até dá pra contratar fácil, mas em meio ano metade queima, metade vai embora, metade não rende. Cada nova "leva" entrega um resultado completamente diferente — e ninguém entende por quê. Além disso, o head fica sobrecarregado: quando ele troca para integrar gente nova, cai a qualidade dos processos atuais; quando volta a controlar, cai a qualidade do onboarding. A ausência de onboarding gera caos, instabilidade e burnout — de funcionários e de heads.
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6As etapas do onboarding — visão geral

Vamos ver como o onboarding é montado, quais são as etapas. Em ordem:

  1. Apresentação da empresa (missão, cultura e valores) — depois da entrevista, a pessoa conhece a missão, a cultura e os valores;
  2. Treinamento — aprende o que a nova posição exige (4 partes);
  3. Tarefa de teste — não é o período de teste em si (a fase de avaliação de 1/3/6 meses), é uma tarefa concreta com deadline;
  4. Integração na infraestrutura — task manager, relatórios, CRM, acessos, contas;
  5. Integração no coletivo — conhecer líder, colegas, subordinados, advisor;
  6. Período de teste — uma série de qualificações com KPI em 1, 3 e 6 meses;
  7. Adaptação e qualificação final.
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7Valores acima de hard e soft skills

A primeira coisa, logo depois da entrevista: a pessoa precisa conhecer a missão, a cultura e os valores da empresa. Porque você pode selecionar um funcionário por três critérios — hard skills, soft skills e valores.

O mais importante não é hard skill nem soft skill. O mais importante são os valores. Por mais incrível que a pessoa seja tecnicamente e de comportamento, se ela não bate com você nos valores, é fracasso na certa.

Por quê? Porque o desalinhamento de valores gera conflito — e é um conflito que não se resolve. A pessoa muda os próprios valores com muita dificuldade; mexer nisso é quase uma violência para ela. Na minha experiência, quando empresa e pessoa não combinam em valores, isso gera sabotagem, jogo duplo, mágoas, não-ditos — e cedo ou tarde explode.

O que significa "não bater nos valores"?

Um exemplo: um dos valores da nossa empresa é estilo de vida saudável — o que inclui ordem, disciplina e postura no ambiente de trabalho. Temos um regulamento:

Não nos metemos na vida pessoal do funcionário — mas existem esses momentos. Se a pessoa está acostumada a trabalhar de dentro do lounge de narguilé, a falar de palavrão, a tratar o líder com informalidade excessiva (na nossa empresa, em certos contextos, trata-se o líder por "senhor" (tratamento formal) — depois eu explico por quê)... então pode não ser a nossa história.

Outro exemplo de valor: temos clareza de que não trabalhamos com scam, com cripto, com ECC. Se para o funcionário isso é um "por que não?", não tem match. E há um monte de outros valores, principalmente no nível de gestão, que a pessoa pode não compartilhar. No nível dos valores, se a pessoa não compartilha, a gente não trabalha com ela.

Valores → cultura → missão

Em cima dos valores se forma a cultura: como nos comunicamos, como trabalhamos, como interagimos, como descansamos. E nasce também a missão: para que estamos aqui, para que construímos o que construímos.

Os valores a pessoa precisa aceitar e combinar com a gente — tem que haver conexão. Já a cultura ela absorve, e da missão ela se impregna.

Existe a missão global da empresa e existe a missão do funcionário específico — a nossa visão sobre a posição dele, o crescimento e o trabalho dele. É importante que o roadmap da pessoa case com o nosso (ou que o roadmap que a gente propõe a satisfaça). Se ela pensa "trabalho um pouquinho e depois quero ir para o buying", e isso não é a nossa história, não combina. Quem a gente quer é quem deseja escalar junto.

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8Etapa 1: apresentação da empresa

É a etapa em que a pessoa cai assim que passa na entrevista. O que você apresenta:

História da empresa. Fala sobre a sua confiabilidade e sobre o quanto vocês conseguem crescer. É sobre o quanto outros funcionários conseguiram realizar o roadmap deles dentro do seu ecossistema — os cases de sucesso e de crescimento da sua gente.
Apresentação da missão, cultura e valores. Missão, cultura e valores da empresa.
Estrutura da empresa. Não precisa apresentar a estrutura inteira — apresente a estrutura do departamento em que ele vai ficar.
Propostas únicas da empresa (diferenciais). Exemplo, sobre reserva de caixa (funding): temos fundos positivos e, em caso de turbulência, você pode ter certeza de que não vamos cortar gente de forma caótica. A arbitragem é um negócio sazonal e volátil; temos dinheiro reservado para os momentos de tempestade, para que haja verba de testes e de salários. "Você pode ficar tranquilo: pensamos no futuro da empresa, pensamos em você, e você está em segurança — o financeiro está sob controle."
Motivação. Material ou imaterial, conforme a posição.
Roadmap do funcionário. No que ele pode se tornar se entregar trabalho de qualidade.
Cultura corporativa. Como vocês se comunicam — dailies (daily), brainstorms, start-sessions, pizza party, confraternizações.
Descrição do cargo + plano de onboarding. As obrigações dele e o que vem pela frente.
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9Etapa 2: treinamento (as 4 partes)

No treinamento normalmente há 4 partes:

  1. Parte de processo (processing). Tudo que envolve o processo em si. No caso de um Sales Manager: scripts, produto, meios de pagamento, objeções.
  2. Parte de regulamento. As regras do trabalho dele: para quem escrever, onde entregar o relatório, de quem solicitar o quê, o que escrever no chat, como e o que fazer.
  3. Parte de infraestrutura. Como usar a infraestrutura: de quem solicitar acesso, CRM, task manager, como compartilhar coisas.
  4. Parte de contatos. Você entrega os contatos com quem a pessoa vai se relacionar, e ela aparece na base — quem procurar e por qual motivo.
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10Etapa 3: tarefa de teste

Atenção: tarefa de teste não é o período de teste em si — é uma tarefa concreta, com infraestrutura entregue e deadline claro.

Coletivo intermediário de onboarding

Na tarefa de teste há integração parcial — não total — ao coletivo. Existe um coletivo intermediário de onboarding: podem ser alguns gestores ligados à infraestrutura, ou o líder direto junto com o grupo de onboarding e o RH.

Por que isso? Porque se você tem um fluxo grande de onboarding, há conversão: de 10 sales managers que entram, 4 passam. Se o seu time atual vir que todo mês entram 10 e saem 6, depois mais 2, e ainda por cima você desliga 10% do time atual — eles vão ter a sensação constante de que algo descontrolado está acontecendo: muita gente entrando, muita saindo, rotatividade enorme, crise, caos. Por isso é sábio usar um coletivo intermediário de onboarding.

E há também ausência de integração na infraestrutura nessa fase: você entrega a infra, mas não integra a pessoa de fato (por exemplo, não dá os leads/contas de venda a ela ainda).

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11Etapa 4: integração na infraestrutura

Quando a pessoa passa na tarefa de teste, vem a integração de verdade na infraestrutura. Recomendo responder a estas perguntas para o funcionário:

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12Etapa 5: integração no coletivo

Perguntas que a pessoa precisa ter respondidas:

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13Produto x Processo

Antes do período de teste, é ótimo que a pessoa conheça o produto dela. Produto é o resultado final da atividade profissional do funcionário — produto não é processo.

Uma grande revelação minha: a maioria dos funcionários não conhece o próprio produto.

A diferença:

Isso vale ainda mais para o líder. Para alguns, o produto do líder é "gerir o departamento para bater KPI" — mas é mais profundo:

A pessoa precisa entender pelo que você paga a ela. Quando você chega num RH ou team lead e diz "seu produto está ruim", ele responde "mas por quê? eu gerencio o departamento, integro gente, faço onboarding, faço tudo que está escrito". E você: "ótimo que você faz tudo isso, mas vamos olhar o seu produto. Existe crescimento planejado e consistente do departamento? Não. Por que não? É por esse produto que eu pago — vamos descobrir juntos como fazer ele existir."

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14Poderes x área de aprovação

Muita gente não entende o que são poderes. Poder é aquilo que a pessoa pode executar sem aprovação. Existem duas áreas:

Área de poderes. O que eu não preciso perguntar ao líder. Ex.: o sales manager responde pelo script — não precisa consultar.
Área de aprovação. Situações que é melhor alinhar com o líder antes. Você escreve claramente: "isto aqui é seu, faça sozinho; isto aqui você obrigatoriamente aprova comigo".
Isso resolve aquela história em que uns funcionários ficam puxando o líder por qualquer bobagem (e ele se distrai o tempo todo), enquanto outros agem por conta e dão merda em coisas que deveriam ter sido aprovadas. Delimitar as duas áreas acaba com os dois extremos.
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15Período de teste e qualificação (KPIs)

O período de teste é uma série de qualificações com KPI em 1, 3 e 6 meses, e o KPI é definido pelo líder — não pelo RH. O que se avalia:

Para gestores, o período de teste é quebrado em checkpoints com KPIs concretos e novas alocações de investimento a cada etapa. Ex.: ao testar um team lead de projeto, você faz o roadmap do projeto; cada etapa do roadmap = um checkpoint; e você libera recurso (conexões, dinheiro, mídia) conforme os KPIs são batidos.

Além disso:

Cuidado com um padrão: o gestor novo chega e, usando a autoridade do gestor acima dele e da empresa, sai fazendo grandes mudanças no time — das quais 90% são ineficazes. Isso destrói a confiança das pessoas não nele, mas no gestor acima, que personifica a empresa para o funcionário. Para o funcionário, a empresa não é o líder direto dele — é o líder de cima. Quando esse líder de cima perde autoridade, o departamento morre.

Por fim, observe a integração na cultura e na sua visão. Se o gestor sabe que não pode gritar com subordinado, que precisa dar feedback (os outros têm que entender o motivo da insatisfação), que existe um jeito de disciplinar e motivar — mas ele não faz, ou faz de outra forma — então ele não está se integrando à cultura. Igualmente importante: a abertura da pessoa para ouvir e aceitar feedback.

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16Truques: deadlines, dossiê e feedback velado

1. Deadlines

Deadlines claros já na etapa de treinamento equivalem a um teste de disciplina. Isso nos ajudou muito no setor de retenção e vendas, quando tínhamos gente indisciplinada queimando rápido e gerando caos. A solução foi colocar testes com deadlines firmes no treinamento.

Se a pessoa se atrasa duas vezes num deadline, avisamos que não pode; se repetir, ela sai do onboarding. Esse teste simples elimina uns 20% dos que entram no onboarding — um a cada cinco — e sobra muito menos "bagunceiro" para dar dor de cabeça depois.

2. Base de conhecimento para recrutadores (dossiê)

Para cada funcionário que fica mais de meio ano/um ano, ou que sai em qualquer momento, escreva um dossiê + avatar. Esse dossiê entra na base de conhecimento do recrutador.

Aí eles analisam: "essa galera toda caiu no onboarding — será que têm algo em comum no currículo, na gravação da entrevista?". Ou: "esses 4 gestores que nos deram muito prejuízo — há algo em comum nas entrevistas e no onboarding deles?". Você joga nos modelos de IA, analisa, e corrige o avatar — adicionando red flags finos para certas posições ou deixando o avatar mais certeiro.

3. Análise de feedback velado

KPI e roadmap são, na prática, um voto de confiança antecipado do líder. E há o feedback velado: você colhe, de forma discreta, a opinião sobre o funcionário com os colegas e o líder dele — e, se ele é líder, com os subordinados — para medir o quanto ele corresponde ao avatar.

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17O que faz o RH x o que faz o líder

Vamos separar os papéis. Aqui falamos do gerente de RH (não do recrutador/sourcer, que veremos depois).

O que faz o gerente de RH no onboarding

O que faz o líder no onboarding

Ponto-chave: a contratação é responsabilidade do líder, em primeiro lugar — não do RH. O RH ajuda a processar tudo isso para o líder; na prática, ele é o assistente do líder. No nível mais alto, quem diz "sim" ou "não" é o gestor sênior junto com o HRBP (parceiro de RH da diretoria).
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18O RH fora do onboarding

E fora do onboarding, o que o gerente de RH faz?

É isso por enquanto. Nas próximas aulas vamos falar de forma mais concreta sobre tracking, cultura corporativa, recrutamento e onboardings.

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📺Texto exato dos slides (verificação)

Os 15 slides únicos do vídeo, lidos por OCR e traduzidos. É o roteiro literal da aula — conferido contra a transcrição acima.

Slide 1 · Capa
Processos de RH
Slide 2 · Onboardings — para que servem
São necessários para: desafogar o gestor · testar em fluxo (em escala) · escalar rápido · aumentar a eficiência dos funcionários.
Slide 3 · Como integramos um funcionário
Missão, cultura e valores da empresa · Treinamento · Teste (tarefa) · Integração na infraestrutura · Integração no coletivo · Período de teste · Adaptação · Qualificação.
Slide 4 · Primeira etapa do onboarding
História da empresa · Apresentação da missão, cultura e valores · Estrutura da empresa · Proposta única da empresa · Motivação · Cultura corporativa · Atribuições do funcionário e instruções do cargo, plano de onboarding e etapas de qualificação · Regulamentos.
Slide 5 · Treinamento (4 partes)
Parte de processo (como executar) · Parte de regulamento (regras) · Parte de infraestrutura (ferramentas) · Parte de contato (com quem falar).
Slide 6 · Tarefa de teste
Tarefa concreta · Infraestrutura entregue · Deadline claro · SEM integração no coletivo · SEM integração na infraestrutura.
Slide 7 · Integração na infraestrutura
Onde recebo tarefas e entrego relatórios? · Onde analiso minhas métricas? · Onde solicito recurso ou acesso? · Em quais serviços e por quais modelos faço os registros, e com quem analiso? · Qual base de dados posso/devo usar nos processos-chave?
Slide 8 · Produto, poderes e área de aprovação
Produto da posição = não é o processo, é o produto final pago · Área de poderes (o que pode decidir sozinho) · Área de aprovação (o que precisa validar).
Slide 9 · Período de teste
1–3–6 meses · Resultados iniciais · Dinâmica dos resultados · "Ecologia" da pessoa e integração no coletivo · Relevância para a posição.
Slide 10 · Período de teste — gestor
Período dividido em checkpoints com KPIs concretos e liberação de novos investimentos · Feedback do líder e dos subordinados · Dinâmica dos resultados do projeto e dos subordinados · Eficácia das inovações aplicadas e feedback do coletivo · Aderência às tarefas estratégicas-chave (no áudio: "bater com o roadmap") · Integração na cultura da empresa e na sua visão · Abertura.
Slide 11 · Truques (fishki)
Deadlines · Base de conhecimento para recrutadores · Reuniões individuais · Análise do feedback velado (não-dito).
Slide 12 · O que faz o RH?
Assiste o treinamento · Conduz a integração na infraestrutura e no coletivo, regulamentos · Aplica os testes · Assiste e coordena a adaptação · Coleta feedback e repassa ao head · Participa da qualificação · Cria regulamentos e digitaliza o onboarding.
Slide 13 · O que faz o líder?
Forma o núcleo do treinamento · Cria os KPIs do período de teste e das tarefas de teste · Avalia os KPIs · Cria o sistema de motivação (RH = advisor) · Mentora o funcionário.
Slide 14 · Princípio da dupla aprovação
Princípio da dupla aprovação (aprovação em dois níveis).
Slide 15 · O RH fora dos onboardings
É o gerente pessoal e canal alternativo de comunicação com a direção · Forma a base de dados e o diário de eventos · Regula as relações no coletivo · Faz o tracking transversal e a montagem de relatórios · Digitaliza regulamentos e participa da criação deles · Desenvolve a cultura corporativa · Participa do desenho dos sistemas de motivação.
↑ Sumário