Transcrição completa, traduzida e editada para o português · as etapas do funil de recrutamento, os 3 arquivos de toda posição (Ficha do Cargo, avatar e job offer), e as técnicas de entrevista — fecha o ciclo de RH e Recrutamento
Hoje aprofundamos o recrutamento — o funil de contratação parte por parte. E essa aula é também o fim do grande ciclo de RH e Recrutamento.
Olá a todos! Hoje começamos uma aula nova dedicada ao recrutamento — mais especificamente vamos falar do funil de contratação de forma mais aprofundada do que antes. Esta aula fecha um grande ciclo sobre RH e recrutamento; daqui pra frente vamos falar de forma já aprofundada sobre academias, sistemas de motivação e outras funções de RH.
Só que, justamente depois desta aula — deste checkpoint — vocês serão obrigados a passar por alguns exercícios práticos e depois entregá-los pra gente. Só então vocês recebem acesso ao próximo grande módulo, e também ao curso-bônus de assistência (assistenting).
Por que fizemos isso? Pra potencializar o resultado do aprendizado de vocês mesmos. A gente quer que nossos alunos tirem o máximo efeito e resultado, por isso estamos adicionando exercícios práticos que vocês vão entregar nos nossos práticums (workshops). Bora.
↑ voltar ao sumárioÉ o funil pelo qual passa todo candidato, do primeiro contato até a entrevista final e a entrada no período de teste.
Quero que vocês gravem o que é um funil de recrutamento: é o funil pelo qual passa cada candidato, desde o retorno/candidatura até a entrevista final e a entrada no período de teste. Mais corretamente, dá pra chamar isso de funil de recrutamento primário — a primeira parte, a primeira seção do funil.
Depois vem o que a gente chama de funil de RH (mais corretamente, a segunda parte/seção do funil de recrutamento): com período de teste, treinamentos iniciais (trial inicial), academias, período de teste e por aí vai. Isso nós já detalhamos nas aulas anteriores.
↑ voltar ao sumárioCandidatura → demo-chamada → entrevista pessoal → tarefa de teste → entrevista final → treinamento inicial/período de teste. Cada passagem tem uma conversão própria.
É o primeiro passo. Vem por e-mail, Telegram, sites de vaga. Você pode receber retornos quentes (currículos em resposta à sua vaga) ou você mesmo faz a prospecção: liga, ou responde a currículos anexando a sua vaga, e recebe um retorno — que conta como o primeiro treinamento inicial do funil.
Em posições variadas — de um sales manager a um RH, até um buyer — a gente recomenda fazer uma demo-chamada. De preferência por Telegram, Google Meet ou ligação; em casos excepcionais, por mensagem (por exemplo em posições de gestão). A tarefa aqui é fazer a filtragem primária: grosso modo, trash / não-trash, serve / não serve na hora, pra economizar o tempo que seus recrutadores gastariam em entrevistas pessoais.
Até 30 min. A tarefa é checar o candidato nas características principais de qualquer funcionário da empresa — aquilo que a gente já falou: valores, hard skills e soft skills. Em ~30 min você analisa a experiência, as competências, os soft skills e o conjunto de valores da pessoa.
Tarefas práticas, testes — pra pegar um corte dos hard skills da pessoa e ver se eles batem, ao menos de forma preliminar, com o que ela declarou.
De 30 min a 1h, se a pessoa passou na tarefa de teste. Aqui ela recebe um possível job offer: a gente esclarece pontos de interesse, apresenta a empresa e a posição de forma mais profunda. Se a pessoa concorda — se a gente "vende" a vaga pra ela — ela passa pro treinamento inicial/treino/período de teste.
De cada etapa pra próxima existe uma conversão (de candidaturas pra demo-chamadas, de demo-chamadas pra entrevistas, e assim por diante). E claro: essa conversão varia por posição, pela carga que cada recrutador aguenta etc.
↑ voltar ao sumárioAntes de abrir o funil pra qualquer vaga, monte três arquivos: a ficha do cargo, o avatar da posição e o job offer.
Antes de começar a rodar o funil de recrutamento de qualquer posição, você precisa montar três arquivos:
Vamos abrir cada um.
↑ voltar ao sumárioA ficha do cargo descreve a posição inteira pra você mesmo e responde à pergunta mais importante: qual é a missão dessa posição.
Na prática, a ficha do cargo é o arquivo mais importante: descreve pra você a posição por completo e responde à pergunta-chave — qual é a missão dessa posição. Ele tem os seguintes blocos:
Em outras palavras: pra que você precisa dessa posição? Essa pergunta sempre parte de uma dor que você enfrentou.
Exemplo (um chefe de vendas = chefe do departamento de vendas, o chefe do departamento de vendas): "Precisamos de um chefe de vendas porque o volume de vendas cresceu, e o nosso Team Lead / Head da área já não consegue dar conta do controle operacional. A dor principal é a gestão operacional desse departamento, porque o número de funcionários aumentou e a gente quer escalar."
A dor é: caos, ausência de um gestor de perfil que desenvolva a área, vontade de escalar, e a consciência de que a falta de um gestor naquele departamento atrapalha você a escalar com qualidade.
A partir dessa dor você formula a missão: precisamos de alguém que desenvolva o departamento com qualidade (esse é o "produto" da posição), que faça gestão operacional, planejamento, e que crie a estrutura e o sistema que garantam o processamento no volume e na qualidade necessários. Precisamos de um gestor que assuma organização, planejamento, controle, escala e mentoria.
É a métrica que, ao ser escalada e com os KPIs necessários cumpridos, faria sua imagem desejada (sua goal) se igualar à sua realidade atual. Há duas imagens: a desejada (onde você quer chegar) e a atual (a situação de hoje).
Exemplo no departamento de vendas — imagem desejada: um time que fecha certo volume de depósitos com certa qualidade, comunicação alinhada, sistema de controle/delegação/gestão/motivação, com ordem previsível. Realidade atual (por exemplo): muita rotatividade, caos, tempo de resposta ruim, janelas de tráfego não processado, retenção fraca, disciplina fraca.
Pro chefe de vendas, a métrica-chave pode ser uma ou duas conversões — por exemplo a conversão de FTD sobre mensagens processadas (primeiro depósito ÷ mensagens processadas) somada a FTD → RD (RD = depositante recorrente, pode trazer o componente de qualidade do depósito), ou até a soma numérica de depósitos no mês. Depende de você ter rev-share ou só CPA, e de qual qualidade de depósito você precisa.
É o resultado final que fecha a missão da posição — uma derivada do cumprimento da métrica-chave, que pode ser entregue/transferido de alguma forma, e sobre o qual a motivação se baseia.
Pro chefe de vendas, se o produto é "um departamento organizado que processa o volume planejado de tráfego cumprindo os KPIs", então o artefato do produto (o que dá pra entregar) é a estatística de mensagens processadas por trimestre/quinzena/mês, mostrando o cumprimento ou a superação das métricas-chave e o volume de tráfego necessário processado com qualidade.
É tudo o que eu faço pra obter o produto e atingir as métricas: planejamento, planerki (reuniões) com o time, mentoria, controle (de relatórios, presença, engajamento, CRM, gráficos), delegação, definição de tarefas, motivação etc. O funcional completo.
Em que se baseia a motivação da posição. A motivação sempre parte das métricas-chave e do produto da posição.
↑ voltar ao sumárioDepois da ficha do cargo, você monta o avatar: 5 qualidades pessoais + 5 competências + 5 teses sobre a experiência.
Já entendemos pra que serve a posição e o que ela deve fazer. O avatar é um exercício simples, feito depois da ficha do cargo:
Isso é o avatar.
↑ voltar ao sumárioO job offer descreve a proposta única (diferencial) da posição e da empresa. Recomendamos 20 pontos, de preferência em formato de apresentação. Fale em fatos, não em clichês.
O job offer, na prática, é a descrição da sua proposta única — o diferencial da posição concretamente e o diferencial da sua empresa. A gente recomenda ter 20 pontos, e fica ótimo se você fizer em formato de apresentação. Isso depende de um bom bizdev (ter ofertas, caps).
A regra de ouro: fale na língua dos fatos, não em clichês vazios:
Se a segurança da informação da empresa permitir, dá pra escrever a renda média de um buyer. A sua tarefa vai ser montar exatamente essa apresentação, com 20 pontos, pra gente analisar.
↑ voltar ao sumárioAo avaliar currículos nos sites, olhe a foto, filtre por palavras de "resultado", e avalie se a pessoa escreve em processos ou em produtos.
Um roteiro curto pra demo-chamada + os quatro sinais que você precisa observar na pessoa.
O tempo entre a sua pergunta e a resposta buscada. Quanto maior o atraso, mais provável que a pessoa seja menos adequada — e costuma ser sinal de pouca abertura, pouca prontidão, e às vezes de incompatibilidade de competência com a vaga.
Você sente o tom: se já começa com tensão, certa agressividade, soberba, arrogância ou fraqueza — pra gente isso costuma ser uma flag.
A pessoa pensa por resultados/produtos ou só por funcional?
Pergunte o que ela espera além da posição. Ambição inadequada (ex.: "quero ser de vendedor a Team Lead de buying logo") provavelmente vira burnout rápido — não serve.
A entrevista pessoal é a principal — onde você verifica de verdade (due-diligence) a qualificação. Duas técnicas centrais: dedutiva e indutiva.
Você pede um case de sucesso passo a passo ("conta um case bem-sucedido e descreve a sequência do que você fez"). Depois pega 1–2 passos e pede pra pessoa abrir aquele passo em mais passos — a lógica de por que ela escolheu aquilo. E desce nível a nível, do 3º–4º até o 6º andar de profundidade.
Um case grande costuma ser 5–7 mini-cases ("contratei as pessoas certas, criei o sistema de motivação, o de gestão…"). Você pede pra detalhar cada mini-case em mais passos, e vai cavando mais fundo a cada andar.
É uma ótima ferramenta de due-diligence (segurança da posição): muitas vezes aparece que o gestor não construiu de fato algo — só recebeu pronto e administrou, ou estava "por perto". Quando você cava ("e isso aqui, como você fez?"), a pessoa acaba revelando: "na real eu não desenvolvi, eu só apliquei". Desenvolver e apenas reproduzir são competências completamente diferentes.
Você pede pra pessoa descrever o funcional dela por completo, passo a passo ("o que você fazia nessa posição?"). A pessoa quebra o produto dela em funcional. Aí você compara com o funcional que montou na ficha do cargo: o que ela não citou, provavelmente ela não domina — é algo a alinhar, talvez treinar (academia corporativa), ou até questionar se é necessário.
Depois você combina: pega um funcional que ela citou e passa pro método dedutivo ("você cuidava do controle — me conta passo a passo como fazia"), descendo de novo de 4 a 6 andares. E pode também trazer um funcional que ela não citou pra testar a competência: "na nossa posição também tem esse funcional — como você o faria?".
↑ voltar ao sumárioDois jeitos limpos de "soltar" um candidato sem avaliá-lo de forma negativa.
Esta aula é um checkpoint: os exercícios abaixo serão analisados ao vivo no práticum (workshop). Só após entregá-los você libera o próximo módulo + o curso-bônus de assistência.
Texto exato da tarefa, na ordem do GetCourse:
Transcrição fiel do que aparece escrito na tela, traduzida pro português, em ordem cronológica. É a fonte usada pra conferir o conteúdo acima. (16 slides únicos no vídeo.)
Recrutamento. Conceito do funil de contratação. Aprofundado
20 pontos que descrevem o seu time para o funcionário
Lifehacks
Exercícios
Crie a apresentação da sua empresa
Crie a ficha do cargo / avatar do roteirista
Crie a ficha do cargo / avatar do HRBP
Faça uma vaga para análise