Módulo 2 (Estrutura) · Aula 11 · vídeo (~20min) · sem tarefa · abre o Módulo 2
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Boas-vindas ao workshop. Esta é a primeira aula do bloco, onde destrincho, de forma esquemática, a estrutura organizacional da nossa empresa — e especificamente a parte de Influence.
O que vocês têm na frente é um modelo bem próximo da realidade: a maquete da estrutura organizacional do nosso holding de media-buying. Vou percorrer os diferentes níveis e grades (grades = faixas de senioridade/cargo), falando dos níveis de gestão, das posições-chave (as "posições vermelhas") e da organização dos departamentos. A ideia hoje é mostrar tudo de forma visual.
O primeiro bloco, no topo, são os acionistas — os donos e investidores que têm participação na empresa. Logo abaixo vem o C-Level, a alta direção estratégica, que inclui o CEO, o departamento de segurança jurídica e o diretor financeiro.
Como dá pra ver no modelo, o CEO se reporta diretamente aos acionistas, mas não é o chefe direto do departamento jurídico nem do financeiro. Isso é proposital: serve pra separar responsabilidades e diversificar riscos — esse é o ponto número um na nossa empresa.
O financeiro e a segurança jurídica ficam em subordinação indireta ao CEO e têm seus próprios chefes. O motivo é permitir advisory e auditorias dos departamentos que estão sob o CEO — em primeiro lugar, auditorias independentes. Quem audita não pode estar subordinado a quem é auditado.
Dentro da equipe direta do CEO entram todos os demais grades — incluindo o CBDO (diretor de desenvolvimento de negócios; bizdev) e o HRBP / HR Generalist (HRBP = RH parceiro de negócio). No contexto do management estratégico, esse HRBP cumpre a função de chefe de todo o recrutamento e RH do holding (na prática, um HR Director no nível estratégico). Nos níveis tático e operacional pode haver outros HR business partners, mas esses já não são gestores estratégicos.
Cada nível cumpre um papel próprio na organização — do planejamento estratégico até a gestão operacional.
O COO (diretor operacional) é responsável por gerir e desenvolver uma direção específica. No board são 5 direções, cada uma com seu COO (chamado "Group-head" no Miro): Influence, PPC-MB (pay-per-click), SEO-MB, Email Traffic-MB e ASO/UAC-MB (app store / Universal App Campaigns). A equipe direta de cada COO é justamente o management tático (os "Head of ...").
Um princípio-chave: numa empresa privada como a nossa, a infraestrutura cresce em torno de departamentos — e é em cima desses departamentos que depois montamos os projetos. As posições estruturais são Head of Sales, Head of Traffic, Head of Production etc.; são esses departamentos que conduzem e organizam a execução dos projetos.
Quando falo de tomada de decisão estratégica vs. operacional, a divisão fica clara entre team leads e heads — e é essa a sacada da próxima seção.
Team leads desenvolvem PROJETOS. Heads desenvolvem a INFRAESTRUTURA sobre a qual o team lead monta o projeto.
Os team leads funcionam como diretores operacionais de uma direção específica ou de parte de um funil. Um team lead pode ser o líder de Forex, ou de opções binárias, ou de betting. Ele cuida da gestão direta de um projeto concreto e responde pela performance dele.
Os heads (Head of Production, Head of Sales etc.), ao contrário, são gestores estruturais — estratégico-táticos. Simplificando: o team lead desenvolve projetos; o head desenvolve a infraestrutura em cima da qual o team lead vai montar o projeto dele.
Se aparece um novo team lead — pra opções binárias, ou pra testar outro funil — não preciso montar uma equipe do zero. Cada team lead NÃO constrói o seu próprio sistema único.
Isso resolve o gargalo do scaling. Na maioria das equipes com outro modelo, cada novo team lead obriga a empresa a remontar o time — o que consome recurso e tempo e trava o crescimento e o teste de muitos projetos. No nosso modelo, os heads estruturais cuidam do planejamento estratégico, do desenvolvimento e da infraestrutura de cada departamento; os team leads cuidam só do desenvolvimento dos projetos.
Posições de head são estáticas: a tarefa delas é construir processos que dá pra adaptar e ajustar a cada novo projeto e depois escalar. Não admitimos alta rotação de gestores estratégicos/táticos estruturais. Já os team leads são recrutados em regime de alta rotação — porque, na nossa estrutura, o team lead é mais um adviser.
Na prática: quando quero escalar e testar funis em que não tenho expertise, eu simplesmente contrato um team lead que tem essa expertise. Ele entra como adviser — ajuda a fazer o onboarding do time pra aquele funil, ajusta os nossos vendedores e o nosso conteúdo aos critérios certos, faz advisory do departamento de tráfego e segue como adviser / gerente operacional do projeto. Mas ele não refaz onboardings, não precisa sair contratando gerentes, não precisa iterar o departamento de produção, achar atores etc. — tudo isso já vem pronto pra ele.
Isso mantém a estabilidade da empresa independentemente das particularidades de cada team lead — e permite testá-los rápido. Quando um team lead entra, ele não cria time do zero: passa por um onboarding e conhece os processos já existentes de gestão, planejamento, análise, recrutamento e onboarding. Ele vira um "project head" que usa os sistemas existentes e, se precisar, contrata gente conforme a especificação dele — mas sempre apoiado pela infraestrutura de HR e pelos heads, pra garantir os padrões de recrutamento e teste.
Começando pelo Head of Sales: ele e os demais heads têm papel central na estratégia e no desenvolvimento tático do seu departamento — criam a visão estratégica, formam a infraestrutura que sustenta o crescimento e desenvolvem o próprio time do departamento.
Repare que na nossa estrutura não há um bloco "gambling" ou "betting" separado. Pra entender: sob cada chefe de vendas fica uma vertical. Um chefe de vendas gerencia um grupo de vendedores ou de gerentes de retenção que tratam, por exemplo, de opções binárias, Forex ou betting.
No board, esse desenho aparece concreto: sob o Head of Sales há 5 chefes de vendas (ROP) — 3 na vertical cripto/opções binárias e 2 na de gambling/betting — mais um chefe do setor de scripts que lidera os 5 especialistas em scripts de venda (o time que escreve e calibra os scripts; não confundir com os copywriters da produção). Sob cada ROP vêm os vendedores (até 15), os gerentes de retenção (até 7) e o assistente-HRM.
Head of Traffic: gerencia o desenvolvimento do departamento de media-buying. Sob ele ficam o Head of Influence, o Head of FB Traffic, o Head of Google Ads e o Head of SEO/YouTube. No board, o time de buyers é grande e distribuído pelas direções: 16 sêniores, 25 middles e 9 juniores.
Head of Production: sob ele ficam o diretor criativo (que lidera os 5 roteiristas), o chefe do departamento de conteúdo (o nó "ROK" do board — sigla russa, na mesma lógica do ROP/chefe de vendas; com 2 assistentes), os 14 atores, o time de SMM (16) e a equipe de design e montagem (diretores de cena, operadores, montadores, motion).
A direção Influence dá nome ao board: o COO de Influence é o topo desta planta, e é sob ele que ficam o Head of Sales, o Head of Traffic e o Head of Production que aparecem aqui. Dentro do tráfego há ainda o Head de Influence (não confundir com o COO), que toca dois times: observação & análise (6), que seleciona os blogueiros, e execução / realização (5), que fecha e escala as compras.
Bizdev / Affiliate (CBDO): dentro do bloco de bizdev há o Head of Affiliate, que conduz os deals; e há os sales / gerentes de contas/parceiros desse departamento.
HR distribuído: o management do holding é organizado por times — que podem ser estratégicos, estratégico-táticos, táticos e operacionais/de linha. Cada time tem seu gestor e um HR atrelado a ele, que ajuda a montar onboardings e a trabalhar com o pessoal. O HRD (diretor de RH)/HRBP conecta esses gerentes de níveis diferentes. O RH e o recrutamento cuidam de contratar, adaptar e requalificar.
Os demais departamentos seguem a mesma lógica de esquadrão (squad):
Os detalhes da infraestrutura de cada departamento e de cada posição ficam para as próximas aulas. Hoje foi a visão esquemática. Obrigado.
A aula é um board panorâmico (sem texto em slide). Depois da aula, extraímos o board original do Miro via SDK — o texto exato de cada uma das ~150 caixas e os headcounts reais — e reconstruímos a planta inteira. Abaixo: a versão interativa fiel (mesma disposição do Miro) e a árvore com os números.
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Árvore reconstruída a partir dos conectores reais do board (extração SDK — quem reporta a quem). ⚠️ Ponto-chave: este board detalha a direção Influence; por isso o Head of Sales, o Head of Traffic, o Head of Production e os Team Leads aparecem todos sob o COO de Influence. As outras 4 direções (PPC, SEO, Email, ASO/UAC) aparecem resumidas, só com suas pirâmides de media-buyers.
Nós crípticos do board, resolvidos via SDK + CSV original + prints: "ROK" = sigla russa (lê-se "ROK") para chefe do departamento de conteúdo — mesma lógica do ROP (chefe do dept. de vendas); fica sob Produção e comanda atores/SMM/design; YTOM (×3) = equipe sob o Head de SEO/YouTube; "Anon" = nó sem rótulo, único filho do COO de SEO-MB; "Consultores" = confirmado (o CSV original em russo e a extração SDK concordam no rótulo; o "1" que aparecera antes era engano de um export). Head of Design, Head of Development e Diretor de Infraestrutura reportam direto ao CEO (não estão sob nenhum COO).
Frames-fonte do board original (de-letterboxados, em ordem da aula) — conferência visual da reconstrução acima:








Os 8 prints estão em frames-organograma/. A reconstrução já está pronta (árvore acima + organograma interativo); estes frames servem só de conferência. O print 07 é o mais nítido.