CLW.4 · Gestão de Equipe (Mercado CIS)

Aula 13 — Estrutura do departamento de Production

Módulo 2 "Estrutura" · Aula 3 de 3 (fecha o módulo) · transcrição traduzida em 1ª pessoa

~14 min 7 slides Sem tarefa + modelo de produção offline (Cazaquistão / Phuket)
A Aula 12 deu o organograma inteiro; esta fecha o módulo aprofundando o departamento de Production — quem cria e executa o conteúdo dos funis. No fim, um bônus muito prático: como montar uma casa de produção offline (modelo "TikTok-house"), em que GEOs (regiões-alvo), com que investimento e com que contrato de relocação.

1 Quem compõe o departamento

Production é o setor que cria e roda o conteúdo dos funis.

O departamento de Production é formado por: Head of Production (visto na Aula 12), diretor criativo / roteirista, chefe do setor de conteúdo / diretor operacional, a equipe de SMM (gestão de redes sociais) e outras posições (copywriter, editores, operadores, atores).

2 Diretor criativo / roteirista — o produtor

Função: desenvolve o content plan, a estratégia de content marketing e os roteiros para os atores e para os funis de conteúdo. É a posição que faz o "production" dentro do funil — cria os planos, cria o personagem, os formatos dos instrumentos de conteúdo. Faz pesquisa de mercado e trabalha com ferramentas analíticas pra adaptar funis a novos GEOs/tendências. Cria o conteúdo dos funis, supervisiona o teste e otimiza. Participa da criação das peças de anúncio (no Influence Traffic), do plano de divulgação via influencers, trabalha o personagem do ator, cria treinamento pra equipe (inclusive pra outros roteiristas) e passa briefing pros criativos.

É a posição mais importante do setor — dá pra chamá-la de produtor do seu funil. A tarefa é produzir o ator e o conteúdo nas várias plataformas/canais (VIP/premium, canal principal, YouTube, Instagram), amarrando os canais pra que performem e tragam resultado. Ele bola os funis de conteúdo e entrega o briefing pros roteiristas e atores realizarem.

Perfil: ≥6 meses como produtor/roteirista em projetos parecidos ou de infonegócio. Hoje pegamos gente com experiência produzindo influencers de Telegram, Forex, cripto-trading, P2P — ou produtores que trabalharam em Telegram, em nichos de geração de caixa (cash-gen) ligados a cripta/finanças. Tem bastante gente assim, e dá pra achar bons no mercado branco, não só no cinza.

Onboarding: de 2 semanas a 1 mês (no nosso caso 3 semanas, 6–10h/dia). Pré-requisitos: inglês, "repertório visual" no nicho, disponibilidade de relocação. A tarefa no onboarding é pesquisar nossos funis e os dos concorrentes, analisá-los, quebrá-los em content plans e instrumentos de conteúdo, comparar e dar review do porquê um funil é mais ou menos eficaz.

Pagamento: multiplicador (bônus proporcional ao resultado) — em time pequeno e projeto repetitivo, pode até ser opção. Métricas de qualidade: conversão de tráfego → DM (mensagem direta) e, principalmente, conversão de DM não só em primeiro depósito, mas em ticket. Essas duas métricas sustentam a motivação dele.

3 Diretor operacional — o "chefe de vendas" da produção

Função: é o análogo do chefe de vendas, só que na produção. Faz o controle operacional do setor: controla a execução dos content plans e roteiros, ajuda na analítica para o diretor criativo, cria onboardings e integra os novos (atores, SMM managers e outros), supervisiona o treinamento dos novos e dos atores (inclusive monta os castings), controla a execução dos criativos e das peças pelos atores e coordena a atividade operacional do setor de conteúdo.

Perfil: alguém com forte experiência de gestão. Ideal: SMM sênior de blogueiros ou project manager de grandes projetos de infonegócio. Quanto maior o time que ele já geriu e quanto mais conteúdo esse time publicava, melhor; quanto mais pesada foi a carga, melhor. O ideal é alguém que tocou Instagram + Telegram + plataforma + tráfego frio + funis quentes — que saiba rodar um ciclo grande de conteúdo, gerir equipe de SMM, dar e receber briefing.

Span / capacidade: 8–10h/dia; até 12 funcionários sob ele; com assistentes (+5–7 cada). Em média conduz 5–7 projetos (5–7 atores únicos e vários funis).

Pagamento: multiplicador, não atrelado a um projeto. Salário competitivo de US$ 2–2,5 mil a US$ 5–7 mil, conforme experiência e o time abaixo dele. KPI = qualidade da execução do plano + qualidade da execução do HR-plan (plano de RH — atores bem escolhidos, boa participação nos onboardings).

4 Herói / ator

Função: filmagem e realização dos content plans; participa da criação das peças e criativos; pode participar de streams.

Perfil: de preferência alguém com experiência como ator, dentro do nosso alcance de contato (pra conseguir chegar nele), em projetos parecidos — ou que tenha blog próprio pra avaliar a qualidade. Formação em atuação é um plus, mas todos passam por casting multinível. Faixa: 25–35 anos, apresentáveis, de preferência nativos do idioma, dispostos a relocar. Servem estudantes internacionais em universidades — com entrevista e teste de atuação (interpretar o personagem).

Pagamento: taxa + prêmio por KPI (percentual da taxa) + moradia em caso de relocação.

5 Setor de execução: SMM, copywriter, editores

SMM managers

Função: realizar o content plan, formatar o material, escrever posts. Precisam de experiência em tocar grandes projetos de Telegram/Instagram — a essência é volume grande de conteúdo bem executado.

Contratação/pagamento: ideal pegar in-house (não outsource) — gente que se acostuma ao seu estilo, seus funis, seu volume. KPI dinâmico atrelado à qualidade do trabalho e, principalmente, à qualidade da execução do plano que recebem.

Copywriter

Função: editar posts, cuidar da localização e do controle da tradução. (Hoje o ChatGPT-5 e afins ajudam bastante, mas ainda mantemos a posição.)

Editores + operadores

Função: são supervisionados pelo Head of Production dentro da estrutura do setor.


6 Produção offline — a casa de produção

Bônus muito acionável: até aqui falamos da estrutura organizacional geral; agora a estrutura offline — montar uma casa física de produção, supervisionada pelo Head of Production.

Recomendamos ter duas casas de produção offline, em dois tipos de GEO:

Contrato de relocação: antes de relocar, você assina contrato com a pessoa. Só relocam quem já trabalhou com você ao menos 3 meses (melhor 6) e quando você acredita que vai seguir ao menos mais 1 ano. O contrato de relocação é por 6 a 12 meses, pela jurisdição que faz sentido pra ela (se é expat, a jurisdição do trabalho dela). Importante assinar com multas.

Investimento: de US$ 15 mil a 30 mil pra montar a produção (que depois se paga). No caso de Bali, também a partir de ~15k; mas pra locação/estrutura mais completa, ter pelo menos 30 mil é o desejável.

Por que Almaty e cidades assim: mão de obra barata, aluguel barato, imóvel barato — e você fecha contratos olhando as universidades atrás dos estudantes internacionais. Detalhes desse ponto podem ser aprofundados nas calls.


7 Anexo — slides da aula

Os 7 slides únicos do deck, em ordem. Texto fiel em russo no arquivo CLW4-Aula13-Slides-OCR-RU.txt.

Slide 1
Slide 1 — Estrutura organizacional do depto de Production (capa)
Slide 2
Slide 2 — Depto de produção: 1. Diretor criativo / roteirista (funções)
Slide 3
Slide 3 — 2. Diretor operacional (funções)
Slide 4
Slide 4 — 3. Herói / ator (funções)
Slide 5
Slide 5 — Setor de execução: 1. SMM managers (funções)
Slide 6
Slide 6 — 2. Copywriter (funções)
Slide 7
Slide 7 — 3. Editores + operadores (funções)
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